Eu sou fruto dos planos de alguém... se bem que nem sei ao certo se na época que eu era um esperminha atrevido alguém me deixou percorrer aquela tuba uterina gigantesca por vontade própria ou se foi apenas um descuido... enfim... eu nasci!
naquela época eu não imaginava o que me aguardava. Se soubesse, talvez pensasse melhor antes de ultrapassar todos aqueles seres minúsculos lutando por sobrevivência. Cá entre nós, eram milhares deles! e fui a única a chegar lá. Isso há de significar alguma coisa...
Depois que eu nasci eu era só uma pagininha em branco que a vida e as pessoas ao meu redor se encarregaram de preencher. Cada página, uma a uma, com versos curtos, frases cortadas, alguns espaços em branco. alguém deve ter me dito que desistir era pecado. Aliás, o pecado foi sempre algo que me meteu medo. o medo do castigo, da abstenção da vida esperada no paraíso...
Acho que o medo tem seu papel na manutenção da vida humana na Terra mas o excesso dele nos priva de coisas bem interessantes.
Aos 4 anos, se não me falha a memória, eu fui pega pelo meu pai atrás de uma construção aos beijos com um garotinho da mesma idade, que aliás nem sei se ainda existe. Foi uma pisa daquelas de cinturão. Meu pai era um dos meus maiores medos até um tempo desse. Ele me proibia de brincar com garotos. Acho que tudo começou no dia desse flagra... lol daí o meu próximo contato com a espécie do sexo oposto só se deu uns 12 anos depois, quando eu tinha 16 anos e dei meu primeiro beijo. Bom o primeiro lá quando eu tinha 4 ou 5, sei lá... num conta né...
até então havia me apaixonado algumas vezes. paixões que duravam mais de um ano e vividas apenas nos meus pensamentos pois a minha timidez não me permitia nenhum tipo de investida amorosa. Depois do "segundo primeiro beijo", as paixões se abreviaram. Duravam até eu 'ficar' com outra pessoa. Bons tempos aqueles.
Paixões... não daria pra falar de mim sem falar de paixão! A vida flui quando eu to apaixonada. Vivo cada coisa com a intensidade máxima que ela permitir. Eu canto, eu rio, eu choro, eu escrevo... eu sofro! como sofro! mas também guardo sorrisos que não cabem no rosto de tempos em que estou apaixonada. eu me doo. Isso é um problemão.
Vivi uns relacionamentos meio conturbados, recheados de paixão, alegrias, traições, sofrimentos...
Queria saber quem realmente sou e que fatos foram realmente relevantes pra que eu me tornasse o que sou.
Mas mais importante do que isso, é saber quem eu quero ser, já que agora a única responsável pelos meus atos sou eu, embora as vivências do passado influenciem nas minhas escolhas.
continua...
We try to understand life, but the more we think about it, the more we realize theres something much bigger behind it! somewhere where our limited human condition cant reach...
Monday, November 10, 2008
Monday, November 3, 2008
the fragility of all that is impressive. It can disapear like a magic. Without a hug, without a kiss, with no goodbye... it just goes taking my happiness as death takes someone's life.
so much pain can be avoided with so simple acts... where was all my smartness all that time? why did I let myself walk into that endless abism? the reason was calling me back, but my heart could see a light in the end of the tunnel. Now I found out that light was a train that is slowly passing on me, making me feel each pound of it, breaking my bones, my heart... and taking my breath away.
Don´t know how its gonna be in the "Wee small hours of the morning..." when my heart is so broken. All the dreams, all the plans, all the laughs... all became pain and tears now.
And I cant avoid askig to my self... is it worth all the pain of falling in love?
so much pain can be avoided with so simple acts... where was all my smartness all that time? why did I let myself walk into that endless abism? the reason was calling me back, but my heart could see a light in the end of the tunnel. Now I found out that light was a train that is slowly passing on me, making me feel each pound of it, breaking my bones, my heart... and taking my breath away.
Don´t know how its gonna be in the "Wee small hours of the morning..." when my heart is so broken. All the dreams, all the plans, all the laughs... all became pain and tears now.
And I cant avoid askig to my self... is it worth all the pain of falling in love?
Saturday, October 25, 2008
the indiference is the greatest seducer!
A friend of mine said that. its so damn true!
I'm about to admit that my unsucessful relationships are all my fault.
The ending is so similar... I fall in love, get pushy... they start to get bored and seem not to care abt me as before. Then i ignore them and they start to run after me. its so predictable! Why do I let it happen again and again? is it really my fault? or this happen to everyone?
I'm tired of playing this game, maybe thats why I havent had any real relationship lately.
Maybe the secret is keep ignoring the one I love and they will keep runing after me. lol Great solution.
I'm about to admit that my unsucessful relationships are all my fault.
The ending is so similar... I fall in love, get pushy... they start to get bored and seem not to care abt me as before. Then i ignore them and they start to run after me. its so predictable! Why do I let it happen again and again? is it really my fault? or this happen to everyone?
I'm tired of playing this game, maybe thats why I havent had any real relationship lately.
Maybe the secret is keep ignoring the one I love and they will keep runing after me. lol Great solution.
Wednesday, October 1, 2008
dado as circunstâncias... voltei à terrinha do caju. nada melhor do que estar em casa equipada com a minha tv e net. é quase tudo o que eu preciso...
falando em quase.... ta quase tudo bem, exceto pelo fato de meu cérebro insistir em seguir o próprio rumo em se tratando de pensamentos... Aliás meus pensamentos têm sido um tanto dissimulados e oblíquos como o olhar da capitu do romance machadiano... não sei bem o que isso quer dizer mas acho que é a melhor descrição pra esses pensamentos que rondam a minha mente.
os dias têm sido conturbados. os últimos 15 ou 20 dias renderiam um conto e tanto. despedidas, amores furtivos, tragédia, falsidade, fulga, abandono, lágrimas, remorso, mal entendidos, desculpas, desilusões, comédia... desastre! um pouco de tudo. continuo pensando que ainda vai ficar tudo bem, não sei até quando vou conseguir manter esse otimismo quase forçado.
eu não vivo triste. o fato é que só me disponho a escrever quando to triste, daí as seguidas páginas melancólicas que se aglomeram no meu blog.
mudando de pau pra cacete... próximo domingo, eleições!! vou votar no 13. deixo aqui documentado pra caso de dúvidas posteriores. hehehe
ok vou fazer minha prova sobre aquecimento global, efeito estufa e o destino final do lixo... ECOLOGIA. boa sorte pra mim...
falando em quase.... ta quase tudo bem, exceto pelo fato de meu cérebro insistir em seguir o próprio rumo em se tratando de pensamentos... Aliás meus pensamentos têm sido um tanto dissimulados e oblíquos como o olhar da capitu do romance machadiano... não sei bem o que isso quer dizer mas acho que é a melhor descrição pra esses pensamentos que rondam a minha mente.
os dias têm sido conturbados. os últimos 15 ou 20 dias renderiam um conto e tanto. despedidas, amores furtivos, tragédia, falsidade, fulga, abandono, lágrimas, remorso, mal entendidos, desculpas, desilusões, comédia... desastre! um pouco de tudo. continuo pensando que ainda vai ficar tudo bem, não sei até quando vou conseguir manter esse otimismo quase forçado.
eu não vivo triste. o fato é que só me disponho a escrever quando to triste, daí as seguidas páginas melancólicas que se aglomeram no meu blog.
mudando de pau pra cacete... próximo domingo, eleições!! vou votar no 13. deixo aqui documentado pra caso de dúvidas posteriores. hehehe
ok vou fazer minha prova sobre aquecimento global, efeito estufa e o destino final do lixo... ECOLOGIA. boa sorte pra mim...
Sunday, September 7, 2008
as vezes eu exagero...
engraçado como o meu cérebro age em momentos de desespero como o que eu to vivendo. Dá uma bloqueada em tudo e me mantém assim, anestesiada, por vezes alheia ao que acontece ao redor. É uma maneira sutil de fugir dos problemas e fingir que tá tudo bem. Só Deus e eu sabemos o que se passa nessa cabecinha e o que esconde esse sorriso que diz que tá tudo bem. Eu adio, eu protelo, eu sempre deixo pra amanhã. Acho que não fui uma boa garota e o papai noel da vida não vai vir me trazer nenhum presente. Não sei se é melhor pensar assim ou pensar simplesmente que a vida é injusta. Talvez eu tenha passado tempo demais sonhando e deixei a vida esvair-se por entre meus dedos. quando dei por mim percebi que não havia cinderela, príncipe encantado, conto de fadas... e as cores dos sonhos, tão vivas e cintinlantes, perderam sua tonalidade, ficaram cinzas. Minha vida resumiu-se ao silêncio sombrio do meu quarto quebrado apenas pelo som vazio da tv. São quase duas da manhã, enquanto o mundo dorme ao meu redor, minha angústia me mantém acordada. consegui impressionar?
Monday, September 1, 2008
série minhas travessuras
não sei ao certo qual era a minha idade na época, algo em torno de 8 anos...
morava a uns 3 km do colégio municipal, onde estudava, e as vezes ia e voltava a pé com alguns colegas. Bem do lado do colégio tinha o centro social com uma piscina pra adultos e uma infantil. Na época havia apenas umas grades em volta, o que me permitia ficar de olhos grudados naquela água azuzinha e transparente das piscinas. eu era tomada por um fascínio inexplicável cada vez que passava por lá. Hoje tem um muro de uns 2 metros que impede criancinhas quase indefesas como eu na época, de se aventurarem em pensamentos dignos de um livro de júlio verne hehehe
Certo dia arquitetei um plano com duas coleguinhas mais novas do que eu!!! Que ótima influência eu sou hein... enfim... planejamos entrar lá e tomar um banho naquela piscina que parecia nos convidar pra um mergulho. Enquanto nos aprontávamos para ir pra escola, vestimos nossos biquines por baixo do uniforme sem que ninguém em casa percebesse por motivos óbvios, e seguimos em direção ao colégio com nossos espíritos ávidos pela aventura que nos aguardava. ao final da aula partimos para a execução do plano. O portão estava aberto, que sorte! Entramos e seguimos em direção a piscina olhando para os lados, assustadas... rápido tiramos a roupa e de biquine pulamos na piscina infantil. parecia tão grande para os nossos corpos minúsculos... que minutos inesquecíveis experimentamos ali naquelas águas claras e frias. uma mistura de prazer e medo tomava conta de nós... o sorriso chegava às orelhas. ainda me arrisquei na piscina de adultos mas sem soltar a borda hehehe no auge do nosso excitamento o vigilante chegou aos berros nos expulsando... ainda demos um último mergulho e saímos às pressas com uma sensação inefável. No caminho de volta pra casa ao meio dia, respirávamos satisfeitas. três molequinhas espevitadas que acabavam de infringir algumas poucas regras de conduta. voltamos por um caminho pouco movimentado sem blusa pra pegar um bronze hehehe
Não sei se as minhas companheiras nesta aventura singular ainda recordam aquele dia, eu, nunca vou esquecer.
morava a uns 3 km do colégio municipal, onde estudava, e as vezes ia e voltava a pé com alguns colegas. Bem do lado do colégio tinha o centro social com uma piscina pra adultos e uma infantil. Na época havia apenas umas grades em volta, o que me permitia ficar de olhos grudados naquela água azuzinha e transparente das piscinas. eu era tomada por um fascínio inexplicável cada vez que passava por lá. Hoje tem um muro de uns 2 metros que impede criancinhas quase indefesas como eu na época, de se aventurarem em pensamentos dignos de um livro de júlio verne hehehe
Certo dia arquitetei um plano com duas coleguinhas mais novas do que eu!!! Que ótima influência eu sou hein... enfim... planejamos entrar lá e tomar um banho naquela piscina que parecia nos convidar pra um mergulho. Enquanto nos aprontávamos para ir pra escola, vestimos nossos biquines por baixo do uniforme sem que ninguém em casa percebesse por motivos óbvios, e seguimos em direção ao colégio com nossos espíritos ávidos pela aventura que nos aguardava. ao final da aula partimos para a execução do plano. O portão estava aberto, que sorte! Entramos e seguimos em direção a piscina olhando para os lados, assustadas... rápido tiramos a roupa e de biquine pulamos na piscina infantil. parecia tão grande para os nossos corpos minúsculos... que minutos inesquecíveis experimentamos ali naquelas águas claras e frias. uma mistura de prazer e medo tomava conta de nós... o sorriso chegava às orelhas. ainda me arrisquei na piscina de adultos mas sem soltar a borda hehehe no auge do nosso excitamento o vigilante chegou aos berros nos expulsando... ainda demos um último mergulho e saímos às pressas com uma sensação inefável. No caminho de volta pra casa ao meio dia, respirávamos satisfeitas. três molequinhas espevitadas que acabavam de infringir algumas poucas regras de conduta. voltamos por um caminho pouco movimentado sem blusa pra pegar um bronze hehehe
Não sei se as minhas companheiras nesta aventura singular ainda recordam aquele dia, eu, nunca vou esquecer.
já achei que ia morrer de amor
já achei que fosse pra sempre
já escrevi longas cartas de amor e esperei respostas que não vieram
já tomei um porre
já chorei ouvindo música
já me arrependi de coisas que não fiz (e que fiz também)
já tive medo do escuro
já cheguei em casa chorando por que a professora era muito feia (tadinha, me adorava)
já pulei corda, brinquei de carimba e vôlei na rua...
já subi em árvore
já ruborizei dizendo pra minha melhor amiga que a amava :>
já levei fora...já dei também rsrsrs com a sutileza que me é peculiar
já dormi com o pé preto de sujo
já cortei a franja sozinha escondida da mami
já roubei acerola, goiaba e caju
já bronzeei até ter uma insolação
já paguei cada mico...
já fiquei trancada no banheiro da igreja
já ouvi uma música à exaustão
já pensei em fugir de casa
já passei trote
já fiz careta na frente do espelho
já quase morri de rir
já fui enterrada na areia
já me apaixonei...
já achei que fosse pra sempre
já escrevi longas cartas de amor e esperei respostas que não vieram
já tomei um porre
já chorei ouvindo música
já me arrependi de coisas que não fiz (e que fiz também)
já tive medo do escuro
já cheguei em casa chorando por que a professora era muito feia (tadinha, me adorava)
já pulei corda, brinquei de carimba e vôlei na rua...
já subi em árvore
já ruborizei dizendo pra minha melhor amiga que a amava :>
já levei fora...já dei também rsrsrs com a sutileza que me é peculiar
já dormi com o pé preto de sujo
já cortei a franja sozinha escondida da mami
já roubei acerola, goiaba e caju
já bronzeei até ter uma insolação
já paguei cada mico...
já fiquei trancada no banheiro da igreja
já ouvi uma música à exaustão
já pensei em fugir de casa
já passei trote
já fiz careta na frente do espelho
já quase morri de rir
já fui enterrada na areia
já me apaixonei...
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